Crônicas
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Sherlock Homes
Essa frase dita por Sherlock Holmes ao seu amigo doutor Watson no livro "Um Estudo em Vermelho" é a mais pura verdade: "Que me importa? Você diz que giramos em torno do Sol. Se girássemos ao redor da Lua, não faria a menor diferença para mim ou para o meu traba-lho.". O seu fiel escudeiro havia lhe explicado que a Terra gira em torno do Sol. E para espanto do doutor Watson Holmes disse que faria o máximo possível para esquecer tal informação.
Vejo que muitas vezes guardamos em nossa mente coisas desnecessárias, inúteis. Você nunca teve essa sensação de estar guardando algo em seu cérebro que nunca irá usar?
Concordo plenamente com a teoria sherlockiana " que lembra muito o filósofo inglês John Locke, quando ele disse que a mente de um bebê é uma folha em branco e à medida que vai acumulando conhecimentos, pela experiência, essa folha vai sendo preenchida " de que o cérebro humano é inicialmente um sótão vazio. O cérebro humano é tal qual um computador, ou seja, existe sim um limite de armazenamento, ao contrário do que se pensa.
O que eu aprendi com Sherlock Holmes ao lê-lo? Aprendi que devo guardar em minha mente apenas aquelas "coisas" que eu irei usar. O resto eu deleto, para não preencher os preciosos espaços da minha memória HAM.
Sherlock Holmes é um personagem fascinante. Talvez seja por esse adjetivo que lhe acompa-nha que o célebre detetive consultor se tornou mais famoso do que o seu criador, o médico e escritor britânico " nascido na Escócia " Arthur Conan Doyle.
Apesar de admirar a "normalidade" embutida à pessoa do doutor Watson, o que mais me cativa em Holmes é a sua personalidade excêntrica. Com isso chego à conclusão de que os grandes gênios " tanto na ficção como na realidade " adotam comportamentos esquisitos.
No mundo do crime Sherlock Holmes é insubstituível. Quem dera se tivéssemos um detetive como Holmes na realidade. Acho que nem os agentes mais treinados da CIA possuem a astúcia do detetive britânico.
Agora, no universo biográfico o doutor John Watson está acima de todos os biógrafos " mes-mo só existindo na imaginação ". Se não fosse por ele e os seus diários Sherlock Holmes ja-mais seria reconhecido, visto que quem levava o mérito pelas resoluções das investigações feitas por Holmes era na maioria das vezes o inspetor da Scotland Yard, G. Lestrade.
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